Entrevista! E agora?


Entrevistas geram tensão em todas as fases da vida. Uma das mais citadas preocupações dos candidatos, na internet, refere-se ao momento do “quem sou eu”.
Falar sobre si é complicado e escrever é ainda mais difícil.  É inúmera a quantidade de vezes que nos deparamos com o famoso “fale sobre você”, e cada uma delas é um novo desafio.
É fácil reproduzir uma resposta clichê, do tipo “sou dinâmico, objetivo e determinado”, mas não gera grande impacto nem torna a entrevista interessante. É preciso ser sincero,  falar ou escrever de forma convincente, agradável, clara, coesa e concisa. Ser autêntico pode ser um diferencial.
Outro desafio relevante, a meu ver, é a seleção de argumentos.  Não é tão simples dizer algo a seu favor sem parecer egocêntrico; ou falar sobre seus defeitos sem parecer depreciativo.  O segredo é  manter o equilíbrio.  Tornar evidente aspectos relacionados ao cargo pretendido.
Fator igualmente importante é observar que cada enunciação é única, portanto, torna-se necessário ter flexibilidade para adequar-se ao que está sendo solicitado e avaliado naquele momento e, a partir de então, elaborar uma resposta objetiva.  Digo isso porque nem sempre as respostas dadas remetem diretamente ao que foi perguntado.
O estágio oferece a oportunidade de vivenciar essas situações antes mesmo do final da graduação. Proporciona ao candidato a chance de aprender que cada entrevistador é único, assim como cada entrevistado.  Em minha trajetória, notei que não existem respostas prontas, principalmente, no que diz respeito a falar sobre si. Sites que prometem multiplicar as chances do candidato durante dinâmicas ou processo seletivos, por exemplo, não trazem uma  “receita” para o sucesso. Ser bem sucedido, neste contexto, depende essencialmente de conhecimento específico, vivência, segurança e experiência. Seu discurso vai dizer ao entrevistador quem você é na teoria, sua atitude vai refletir isso na prática.

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